IMG_0237_edited_edited_edited.jpg

Sinopse

“Amador, Zélia” é um curta-metragem que narra a trajetória da educadora, artista, pensadora e ativista Zélia Amador de Deus, respeitada professora da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O documentário conta sua história desde os primeiros anos, quando sonhava ser bailarina, desestimulada por uma professora por ‘conta de sua aparência’ até a descoberta das passeatas, movimentos estudantis e do teatro de vanguarda.

Mesclado lembranças pessoais, imagens de arquivo, encenação e ilustrações, traz os contextos históricos do Pará a partir, principalmente, da eclosão dos eventos da década de 1960, com a implantação do regime militar, ascensão dos movimentos estudantis, do teatro alternativo e do surgimento dos movimentos pelos direitos humanos.

Em todo esse cenário Zélia, uma mulher negra, oriunda da periferia - primeiro do interior do Marajó, depois para a periferia urbana de Belém - foi partícipe e protagonista.

Zélia é referência nacional na luta pelos direitos da população negra não somente no Pará, como no país. Zélia enfrentou censuras e preconceitos em espetáculos nos anos 70 e participou da criação de importantes focos de resistência como a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e o Centro de Estudos e Defesa do Negro(a) no Pará (CEDENPA).

Contar essa trajetória no formato audiovisual dialoga com outras obras que, no Brasil e no mundo, retratam personagens que ajudaram a moldar questões sociais contemporâneas, como por exemplo, “My name is now, Elza Soares”, que conta a história de vida da cantora e atriz Elza Soares. Ou “Libertem Angela”, que evidencia a vida de Angela Davis, negra e professora universitária norte-americana, conhecida por defender os direitos humanos e atuar no movimento negro.

Apesar de tudo que ela representa, a história de Zélia não é tão conhecida no Pará. É o que o documentário pretende sanar, valorizando uma personalidade que traz em si um resumo político e social do estado nas últimas décadas.

Por isso, este projeto é voltado a um público jovem e adulto, principalmente pessoas interessadas na história contemporânea e que dialoga com as questões dos dias atuais, como o feminismo, o movimento negro e questões relacionadas aos direitos humanos e ao papel do artista na sociedade.

"Amador, Zélia" é uma reverência ao que Zélia representa e tudo que ajudou a avançar na sociedade.